É muito prazeroso para os pais verem seus filhos conseguindo realizar seus primeiros passos e suas atividades do dia-a-dia sozinhos.  A conquista dessa independência é um marco importante no desenvolvimento da criança, que vai viver novas e mais desafiadoras  descobertas no decorrer  de sua vida.

Calçar um sapato sozinho, usar a colher para se alimentar no almoço, pegar  um copo de água, podem parecer simples atitudes, entretanto, o esforço para aprender uma atividade nova é o resultado de uma grande conquista para criança.

            Crianças com autonomia possuem uma autoestima mais forte, pois apresentam maior liberdade para tentar novas ações e aprender com suas vivências. Ao contrário do que se possa pensar, incentivar e desenvolver a autonomia não é deixar a criança fazer o que quiser. É auxiliá-la em suas tentativas e guia-la para as melhores escolhas e decisões.

 Simples atitudes que fazem parte da rotina da família os pais já podem inserir, dependendo da idade da criança. Converse bastante com elas e incentive pequenas tarefas: colocar a roupa, comer sozinho, arrumar os brinquedos, tomar banho, escolher o livro para leitura. Importante limitar o numero de opções e oportunizar um tempo para que elas possam refletir.

Se a criança se arrepender da escolha que fez, ensine-a a lidar com a frustração. Esta deve ocorrer, pois proporciona reflexão sobre o que deu errado e como pode melhorar. Ao darmos a criança o poder de escolha, estamos incentivando a tomada de decisão e que possa buscar o seu melhor.

Quando a criança apresentar um problema, não se apresse em dar uma solução.  Reflita com ela sobre a situação e incentive-a a pensar sozinha em como solucionar a questão. Tente influenciar a criança o mínimo possível, permitindo que ela use toda a sua criatividade. Se por acaso tentar desistir mostre que com treino e repetições as chances de conseguirem serão maiores.

Importante frisar que ao falarmos de oportunizar espaço para as crianças se explorarem na construção de sua autonomia não significa deixá-las fazerem o que quiserem e como bem desejarem. Pelo contrario, demanda supervisão dos pais e educadores e uma conscientização de que há leis e regras importantes na convivência. Como modelos, os pais e educadores precisam, com afeto e firmeza, conduzir as crianças nessa caminhada tão importante em suas vidas.

É numa relação de confiança e respeito com quem as crianças convivem que essa aquisição vai se estabelecendo. Quando escola e família permitem às crianças viverem experiências com a devida atenção e supervisão, estão educando pessoas emocionalmente fortes, confiantes e seguras de si.