Ao invés de dois, agora somos três.

Nossa casa não é mais a mesma, choros, risos, gritos...

Um pequeno ser corre pela casa.

Diversos super-heróis dividem suas histórias conosco...

O amor se resignifica. Surgem intensos sentimentos como o de proteção e cuidado.

Também incertezas e perguntas, mas o velho bom senso nos ajuda a decidir...

E assim os dia vão “voando”, logo nossa comunicação com estes novos seres já se traduz em trocas de idéias...

As lembranças da nossa infância vão se fundindo às experiências de nossos filhos.

Que emoção! Um pedacinho de nós mesmos, ali bem na nossa frente, para a vida toda.

Então, nosso papel de pais sofre algumas provas de habilidades, competências e resistências. Surgem opiniões de outros que nem sempre são convergentes com as nossas... São tantas dúvidas...

O caminho se mostra a nossa frente, mas nossa ansiedade adulta pode colocar tudo em risco, pois o mundo adulto não pode invadir o mundo infantil, ele deve andar lado a lado. Nas formas do amor, compreensão, paciência, educação, etc., incentivando e acreditando na capacidade da criança.

Ela está vivendo a fase mais linda do ser humano, única, inigualável. Sendo assim, ela também pensa, cria, descobre, compreende, dentro do universo infantil.

Na ordem natural da vida, não é interessante apressar os acontecimentos, pois tudo tem um tempo, no caso do adultos o Chronos (quantidade), e no caso das crianças o tempo Kairós (qualitativo), aquele que deixará marcas em toda a sua existência, como já nos dizia Rubem Alves “O tempo pode ser medido com as batidas de um relógio ou pode ser medido com as batidas do coração”.

Deixemos nossos filhos receberem estas marcas, vivenciarem cada minuto de sua infância, com a sua beleza e plenitude! Assim, estaremos mais próximos de tornar nossos filhos pessoas felizes e realizadas!